Logo da Klivo

20/09/2022

Doença de idoso? O que leva um jovem a ter pressão alta?

Crianças e adultos jovens também correm risco de ter hipertensão. Leia o texto e entenda as consequências da doença para esse grupo

hipertensão

Doença de idoso? O que leva um jovem a ter pressão alta?

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), pelo menos 25% da população brasileira adulta (1 em cada 4 pessoas) tem pressão alta. Leia o artigo e saiba como essa condição pode atingir também crianças e jovens. 

O que você verá neste artigo

Hipertensão no Brasil

Hipertensão nas diferentes faixas etárias

Principais causas da hipertensão

Sinais e sintomas

Consequências da hipertensão nos jovens

Dicas para prevenir a hipertensão

Cuidado multidisciplinar

Ao contrário do que muitos pensam, a hipertensão está longe de ser uma doença característica apenas da população idosa. Apesar do envelhecimento ser um dos seus fatores de risco, a pressão alta é considerada uma doença "democrática", ou seja, atinge homens e mulheres de todas as etnias, classes sociais e idade. Neste artigo você vai entender a relação dessa condição com os jovens e suas principais consequências. 

Hipertensão no Brasil

A hipertensão, também chamada de pressão alta, é uma doença crônica que se caracteriza pela pressão arterial igual ou maior que 14 por 9. Existem diversos motivos que podem resultar no aumento da pressão, mas essa elevação ocorre principalmente porque os vasos sanguíneos se contraem. Entenda mais sobre o assunto lendo nosso artigo "Afinal, o que é hipertensão?"

No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), estima-se que essa doença atinja cerca de 25% da população brasileira adulta, além de estar presente em 5% das crianças e adolescentes no país.

Hipertensão nas diferentes faixas etárias

O envelhecimento é um dos motivos para o surgimento da hipertensão, mas isso só acontece porque as paredes dos vasos podem ficar rígidas e a pressão do sangue aumenta, sendo possível explicar o número de idosos convivendo com essa condição.

Já na população mais jovem, a hipertensão está associada ao aumento do volume de sangue dentro dos vasos e à resistência vascular periférica. Essas alterações podem ocorrer devido ao aumento de peso, consumo elevado de sódio, tabagismo, sedentarismo e estresse, que geralmente estão ligados ao estilo de vida desse grupo de pessoas.

Principais causas da hipertensão

A hipertensão é uma doença considerada multifatorial. Isso significa que não existe uma única causa para a doença e sim diversos fatores que podem influenciar o surgimento dela em crianças, adolescentes e jovens adultos. Confira quais são:

Histórico familiar - Pensando na genética é interessante dizer que, se um dos pais tem hipertensão, o filho tem chances de desenvolver a doença, mas se ambos os pais tiverem o diagnóstico, o risco aumenta ainda mais. No entanto, essa não é uma questão determinante, visto que existem fatores que podem diminuir esse risco. Como não podemos mudar a nossa carga genética, a recomendação é que seja realizado o acompanhamento por um profissional desde a infância e que haja um melhor controle dos demais fatores que podem contribuir para o surgimento dessa condição de saúde.

Elevado consumo de sódio - O sódio, quando consumido em excesso, pode aumentar a retenção de líquido, elevando o volume de sangue dentro das artérias, e por consequência, gerando o quadro de hipertensão. 

Sobrepeso e Obesidade - O excesso de peso pode causar modificações hormonais, como aumento dos níveis de insulina no sangue e maior retenção de sódio pelos rins. Estes fatores contribuem significativamente para o aumento da pressão. 

Sedentarismo - O estilo de vida sedentário pode ocasionar alterações metabólicas, vasculares e cardíacas que aumentam o risco de desenvolver diversas doenças, como a pressão alta. 

Etilismo - O consumo excessivo de álcool aumenta a liberação de hormônios relacionados ao estresse que atuam na contração de vasos sanguíneos e influenciam na pressão arterial, levando a hipertensão.

Tabagismo - Fumar um cigarro eleva momentaneamente a pressão arterial, e seu efeito pode se manter por até duas horas. Além de a longo prazo ter um papel relevante na aterosclerose (uma inflamação que se caracteriza pelo estreitamento e enrijecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura em suas paredes) e de aumentar a rigidez vascular, o cigarro parece elevar a pressão arterial em pacientes já hipertensos e criar resistência às drogas anti-hipertensivas neste grupo, fazendo com que o seu efeito seja inferior ao esperado

Além disso, outras condições de saúde como diabetes, colesterol alto, hipertireoidismo, doença renal, apneia do sono e entre outras.  

Vale ressaltar ainda que o período de pandemia pode ter relação direta com o aumento do número de casos dessa doença nos jovens. Isso porque durante o isolamento social, no qual as crianças deixaram de estudar presencialmente e passaram a maior parte do tempo em casa, houve uma diminuição considerável com relação à prática de atividade física. Além disso, esse período também contribuiu para o aumento do consumo de produtos industrializados e pouco saudáveis.  

Sinais e sintomas

Assim como ocorre com pacientes idosos, em jovens, a hipertensão costuma ser silenciosa e, na maioria das vezes, assintomática. Contudo, alguns pacientes podem apresentar sintomas durante a crise hipertensiva  , nesse caso os sintomas são:

Dores de cabeça;

Dor na nuca;

Vômito;

Dispneia ou falta de ar;

Agitação;

Visão borrada.

Consequências da hipertensão nos jovens

Separamos alguns  dos problemas que podem ser decorrentes da pressão alta, confira:

Coração: Em uma pesquisa realizada pelo Departamento de Insuficiência Cardíaca (DEIC) da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os resultados mostraram que, o maior fator de risco para o desenvolvimento de Insuficiência Cardíaca (IC) nos brasileiros é a hipertensão arterial. Isso acontece porque com o passar do tempo o coração perde a capacidade de bombear o sangue de maneira adequada, e se a musculatura estiver endurecida ele não consegue se esvaziar por completo, surgindo então sintomas de IC.

Cérebro: Ocorrem alterações que provocam o comprometimento cognitivo, que pode levar ao “derrame cerebral” ou AVC. De acordo com um estudo divulgado pela Associação Americana do Coração (American Heart Association), adultos jovens (de 20 a 40 anos) com pressão alta apresentaram maior número de alterações cerebrais na meia idade (idade média de 55 anos), o que pode aumentar o risco de declínio cognitivo mais tarde, ou ao longo da vida. 

Rins: Podem ocorrer alterações na filtração até a paralisação dos órgãos, causando perda progressiva da função renal.

Todas essas complicações podem ser evitadas a partir da prevenção da hipertensão, mas para aqueles que já possuem a doença, um tratamento adequado e conduzido por um time de especialistas é indispensável. 

Dicas para prevenir a hipertensão

A Sociedade Brasileira de Hipertensão separou uma lista com algumas dicas que podem contribuir para a prevenção da doença. Conheça os 10 mandamentos contra a pressão alta:

1) Meça a pressão pelo menos uma vez por ano;

2) Pratique atividades físicas todos os dias;

3) Mantenha o peso ideal, evite a obesidade;

4) Adote alimentação saudável: use pouco sal, evite frituras e coma mais frutas, verduras e legumes;

5) Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba;

6) Abandone o cigarro;

7) Nunca pare o tratamento, é para a vida toda;

8) Siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde;

9) Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer;

10) Ame e seja amado.

Cuidado multidisciplinar

A melhor forma de evitar um quadro de hipertensão é através da mudança no estilo de vida. No caso das crianças, é importante que os pais incentivem hábitos mais saudáveis, incluindo a adoção de um cardápio balanceado e prática regular de atividades físicas. Para os adolescentes e adultos mais jovens, além dessa recomendação, é importante ressaltar a necessidade de evitar o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o controle do estresse. 

Essas práticas, além de preventivas, também estão associadas ao tratamento da pressão alta, juntamente com a adesão medicamentosa.

Em ambos os casos, o apoio de um time multidisciplinar, composto por médicos, enfermeiros, nutricionistas, profissionais da educação física e psicólogos, é essencial para o aumento dos resultados clínicos dos pacientes. 

Para isso, você pode contar com o apoio do time Klivo, que possui um time de especialistas que vão trabalhar em conjunto para formular um modelo de tratamento personalizado, de acordo com as suas necessidades. Conheça nossas soluções!