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04/12/2020

Afinal, o que é dislipidemia?

Dislipidemia, uma condição comum entre os brasileiros. Saiba o que é, como preveni-la e tratá-la.

colesterol alto

Afinal, o que é dislipidemia?

O que será abordado neste artigo?

O que é?

Quais são os tipos de dislipidemia? 

Quais são as causas?

Quais são os sinais e como chegar ao diagnóstico?

Quais são os riscos?

Qual o tratamento?

Exames e acompanhamento contínuo

O que é dislipidemia?

A dislipidemia é uma condição crônica caracterizada pela elevação de lipídios (gorduras) no sangue e é representada pela presença de duas gorduras conhecidas: o colesterol, (incluindo suas frações HDL e LDL) e os triglicerídeos. Quando em excesso, esse grupo de gorduras são extremamente nocivos à saúde, podendo desencadear inúmeras doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, tais como o infarto agudo do miocárdio (IAM) e o acidente vascular cerebral (AVC), que são as maiores causas de mortalidade no mundo.

Segundo o Ministério da Saúde, 4 em cada 10 brasileiros têm seus índices de colesterol elevados, o que justifica o alto índice de pessoas com esse diagnóstico atualmente.

Vamos juntos conhecer mais sobre essa condição?

Quais são os tipos de dislipidemia?

Existem dois tipos de dislipidemia:

Primária: é de causa genética, ou seja, foi passada de forma hereditária.

Secundária: é decorrente do estilo de vida sedentário, com alto consumo de gordura saturada. Além disso, pode aparecer como decorrência de doenças como diabetes, obesidade, tabagismo, etilismo, ou pelo uso de medicamentos como corticóides, diuréticos e betabloqueadores

Vale ressaltar que existem níveis variados da doença e que os tipos podem complementar um ao outro e contribuírem, juntos, para o agravamento do quadro. Por exemplo, o paciente tem um histórico familiar de dislipidemia e não se preocupada em manter uma alimentação saudável e fazer atividade física, nesse caso ele terá a dislipidemia primária e secundária.

Quais são as causas?

O tipo de dislipidemia diz muito sobre a causa da doença, principalmente no caso da secundária, onde os hábitos são os maiores motivadores para o aparecimento da condição. Os fatores desencadeantes da elevação dos níveis de lipídios na corrente sanguínea estão associados a maus hábitos, como o sedentarismo, etilismo, tabagismo, má alimentação e alto consumo de carboidratos e gorduras. Além disso, o índice de massa corpórea (IMC) e a idade também influenciam as taxas de gordura sérica.

Quais são os sinais e como chegar ao resultado?

A dislipidemia é uma condição silenciosa, que dificilmente apresenta sintomas. Por isso, é extremamente importante realizar exames de sangue de tempos em tempos para que seu o médico de referência possa acompanhar os valores do seu colesterol e suas frações e do seu triglicèrides.

É importante ressaltar que se os resultados do seu exame de colesterol total e frações estão acima do normal, significa que você está em maior risco para doenças cardiovasculares. Entretanto, apenas um médico é capaz de interpretar corretamente o seu perfil lipídico e o resultado desses exames e estabelecer, de acordo com esses resultados, a necessidade de um tratamento específico. 

Vale lembrar que o colesterol total é a soma de todos os valores de colesterol que podem ser medidos no sangue: o HDL, o LDL, e o VLDL. Vamos conhecê-los?

Conhecendo o nosso perfil lipídico

O HDL é conhecido como colesterol “bom”  por ser capaz de absorver os cristais de colesterol que são depositados nas artérias, removendo-os e transportando-os de volta ao fígado onde serão eliminados. Assim, uma quantidade elevada dessa lipoproteína (níveis maiores que 60 mg/dL) pode funcionar como um “fator de proteção“ ajudando a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Enquanto o colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”, transporta o colesterol do fígado até às células dos tecidos e favorece o seu acúmulo nas paredes internas das artérias levando à formação de placas compostas por colesterol, gordura e cálcio, que são as placas ateroscleróticas. Essas podem obstruir as artérias e diminuir o fluxo de sangue aumentando o risco de doenças cardiovasculares como infarto e acidentes vasculares cerebrais.

O VLDL, também conhecido como lipoproteína de densidade muito baixa, é também um tipo de mau colesterol, assim como o LDL. Já os triglicérides são as principais gorduras do nosso organismo e servem como uma reserva de energia, tendo a função de fornecer “combustível” para os músculos. Mas, quando em excesso – acima de 150 mg/dL – eles passam a ser armazenados no tecido adiposo, sendo um dos principais responsáveis pelo aumento do risco de desenvolvimento de  doenças cardíacas.

Quais são os riscos?

Essa condição é considerada como um dos principais determinantes da ocorrência de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, dentre elas aterosclerose (acúmulo de placas de gordura e outras substâncias nas artérias gera o entupimento das mesmas, implicando no sistema circulatório), infarto agudo do miocárdio, doença isquêmica do coração (diminuição do fluxo de irrigação sanguínea no coração) e AVC (derrame). 

Qual o tratamento?

O tratamento pode ser classificado em medicamentoso e não medicamentoso, o qual inclui orientações para mudanças nos estilo de vida. É importante reforçar que, independentemente do modelo de tratamento, algumas medidas básicas devem ser implementadas na rotina: 

Dieta com ingestão reduzida de gordura saturada e de origem animal, encontrada nas carnes vermelhas, do porco (incluindo os embutidos: bacon, calabresa, salame e mortadela), de aves (incluindo a pele desses animais) e na gordura do leite e seus derivados (manteiga, creme de leite, leite integral e queijos gordurosos).

Reduza o consumo de açúcares e carboidratos simples; que podem ser encontrados em alimentos à base de farinhas refinadas de trigo, milho e arroz; tapioca; cereal matinal; maisena; barrinhas de cereal e doces em geral, pão branco, açúcar branco de mesa, mel, frutas (ex: melancia, abacaxi, laranja e banana), refrigerante.

Busque excluir os ácidos graxos trans da rotina alimentar, que são encontrados geralmente sob o nome de gordura hidrogenada, gordura vegetal hidrogenada, óleo vegetal hidrogenado nos produtos ultraprocessados, tais como: sorvetes, cremes vegetais (margarinas), macarrão instantâneo (miojo), salgadinho de pacote, bolos prontos, biscoitos doces, biscoito polvilho, chocolates, etc.

Aumente o consumo de fibras, principalmente as solúveis, pois elas agem formando uma espécie de gel que se liga aos ácidos biliares no intestino, absorvendo as gorduras acumuladas  como uma esponja. Alimentos ricos em fibra: leguminosas como feijões, grão de bico, lentilha e ervilha.

Aumente o consumo de fitoesteróis, que são componentes naturais presentes nos óleos vegetais e capazes de reduzir a absorção de colesterol, encontrados em óleos vegetais (principalmente gergelim e girassol); oleaginosas (gergelim, amêndoas, nozes, pistache, avelã e linhaça) e soja.

Pratique exercícios! A atividade física moderada, realizada durante 30 minutos, pelo menos quatro vezes por semana, auxilia na perda de peso e na redução dos níveis de colesterol e triglicérides.

Evite ou diminua o consumo de bebidas alcoólicas. O consumo não deve ultrapassar a quantidade máxima diária de 1 dose para mulheres e 2 doses para homens. Sendo 1 dose igual 1 taça de vinho ou 1 lata de cerveja.

Já pensou em parar de fumar? (quando fumante). O cigarro tem efeito adverso sobre as lipoproteínas e diminuem o HDL. 

Quando não houver efeito satisfatório do tratamento não medicamentoso ou na impossibilidade de aguardar seus efeitos, ou no caso de pacientes com muito alto ou alto risco cardiovascular, pode ser necessária a administração de medicamentos hipolipemiantes concomitantemente às mudanças no estilo de vida.

Atualmente, existem uma grande variedade desses hipolipemiantes para redução do colesterol. Os principais grupos compreendem as: estatinas, resinas e ezetimiba e a prescrição deles deverá ser feita exclusivamente por um médico.

Exames e acompanhamento contínuo

Como já vimos, a dislipidemia é, em geral, silenciosa e dificilmente causa sintomas. Portanto, a recomendação é que o paciente, a partir dos 35 anos, faça exames laboratoriais anualmente.

Em caso de portadores de Diabetes, Obesidade ou demais comorbidades, recomenda-se aumentar a periodicidade, alinhando com o profissional de referência a periodicidade necessária. Você leu o nosso texto e agora quer ter um acompanhamento especial da sua dislipidemia? Faça o monitoramento da sua saúde com uma equipe multidisciplinar capaz de realizar um atendimento personalizado. Conheça a Klivo