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15/12/2020

Afinal, o que é diabetes?

O diabetes atinge mais de 13 milhões de pessoas no Brasil. Entenda quais são os principais tipos e como conviver com essa doença crônica.

diabetes

Afinal, o que é diabetes?

O que será abordado neste artigo?

O que é diabetes?

Como é feito o diagnóstico?

Quais os principais sinais e sintomas?

Quais os fatores de risco associados ao Diabetes?

Como tratar o Diabetes?

Quais os riscos de não tratar o Diabetes?

Hoje vamos responder todas essas e mais algumas perguntas para você!

O Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente o hormônio que produz. Quando falamos que uma pessoa é diabética, estamos dizendo que ela faz parte de um grupo de indivíduos que possuem DCNT – doenças crônicas não transmissíveis, ou seja, doenças de progressão lenta e de longa duração que comprometem significativamente a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos.

Os brasileiros são, segundo dados recentes do International Diabetes Federation (IDF),  a quarta população com maior número de diabéticos do mundo. Hoje, o diabetes já atinge cerca de 12,5 milhões de brasileiros. 

Mas afinal, qual a origem do Diabetes?

O pâncreas é o órgão do nosso corpo responsável pela produção de insulina, que é o hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue e garante energia para o nosso organismo. Quando há uma produção insuficiente ou uma má absorção dela, surge um quadro de excesso de glicose no sangue, originando o Diabetes.

Existem 3 principais tipos de Diabetes: 

Quando uma pessoa é diagnosticada com diabetes tipo 1, o seu pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, de modo que a glicose, que deveria ser controlada por esse hormônio, fica “solta” no sangue caracterizando uma hiperglicemia, ao invés de ser transportada para o interior das células onde seria transformada em energia. Esse quadro costuma aparecer na infância ou adolescência, mas também pode ser diagnosticado em adultos.

Nesse cenário, a DM II surge quando o nosso corpo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz hormônio suficiente para controlar a taxa de glicemia no sangue. Isso acontece pois a quantidade de glicose é tanta, que a insulina não dá conta de colocar essas partículas de glicose dentro das células para transformá-las em energia.

Seu diagnóstico é mais frequente em adultos e hoje, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, já ocupa 90% dos casos de diabetes no Brasil.

Durante a gravidez as mulheres acabam passando por algumas mudanças. Devido a elevação de alguns hormônios, a resistência à ação da insulina é induzida, fazendo com que o pâncreas aumente a produção da mesma  para compensar este quadro. 

Em alguns casos, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de açúcar no sangue. O recomendado é que todas as gestantes, a partir do 6º mês, realizem testes para saber como estão seus níveis em  jejum e, principalmente, como a glicemia fica após a ingestão de glicose. Existem alguns fatores de risco que podem induzir o diagnóstico: idade materna avançada; sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual; história familiar de diabetes em parentes de primeiro grau; crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da doença pode ser feito através da realização de 3 exames:

Glicemia de Jejum: mede o nível de açúcar no seu sangue no momento do exame;

Hemoglobina glicada; mede o nível de açúcar dentro dos nossos glóbulos vermelhos, analisando em um único exame a média glicêmica dos últimos 3 meses;

Curva glicêmica: mede a velocidade com que o corpo absorve o açúcar antes e 2 horas após a ingestão de um xarope com alta concentração de glicose. Essa medição é feita através de coletas de amostras de sangue em intervalos de aproximadamente 30 minutos ou de acordo com a prescrição médica. Com esse exame o médico poderá avaliar como o organismo funciona frente a elevadas concentrações de glicose.

Considerando as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SDB), temos que os valores desses exames, para um possível diagnóstico de Diabetes são os seguintes

Já para o diagnóstico de Diabetes gestacional temos

Quais os fatores de risco associados ao Diabetes?

O diabetes é uma comorbidade crônica que merece muita atenção e cuidado em todos os casos, mas existem também os fatores de risco que podem facilitar o desenvolvimento da doença:

Pré-diabetes; 

História familiar de DM;

Sedentarismo;

Obesidade;

Mulheres com diagnóstico prévio de Diabetes gestacional;

História de doença cardiovascular; 

Hipertensão;

Níveis altos de triglicérides e colesterol;

Síndrome de ovários policísticos;

Idade acima dos 45 anos;

Estresse emocional.

Quais são os principais sinais e sintomas do Diabetes?

Muitas vezes o Diabetes não apresenta sintomas, entretanto, existem alguns indícios clássicos que são característicos do início dessa doença crônica. Alguns exemplos são:

Aumento de apetite;

Perda de peso, mesmo diante do aumento de apetite – com maior frequência no DM1;

Excesso de sede;

Aumento da frequência urinária – eventualmente, tendo que levantar frequentemente no período da noite para urinar;

Alterações visuais – visão embaçada e turva;

Cansaço;

Infecções frequentes.

Como devo tratar o Diabetes?

O Diabetes têm seu tratamento comumente prescrito por um médico Endocrinologista ou Clínico Geral e tem como intuito controlar o nível de glicose no sangue. Esses tratamentos podem envolver:

Insulinoterapia – terapia de reposição da insulina, 

Medicamentos hipoglicemiantes;

Planejamento e controle na alimentação;

Perda de peso e de gordura corporal;

Prática de atividades físicas.

O que pode acontecer se eu não tratar o Diabetes?

O diabetes pode aumentar o risco de doenças vasculares e do coração, além de ocasionar outros graves problemas de saúde, que podem ser evitados e controlados se a glicose for mantida em um nível saudável. Conheça algumas complicações: 

Nefropatia: complicação ou lesão no rim;

Infarto do miocárdio:falta de irrigação cardíaca no músculo do coração;

Acidente vascular cerebral (AVC): derrame no cérebro, causado pela falta de oxigênio na região;

Problemas nos olhos: Glaucoma, Catarata e Retinopatia;

Problemas de pele: pele seca, coceira, infecções por fungos e bactérias;

Infecções;

Neuropatia diabética: condição que afeta os nervos, causando perda de sensibilidade e atrofia muscular, principalmente em mãos e pés;

Pé diabético: feridas (úlcera) no pé agravada por uma infecção;

Amputações de membros: principalmente amputação de pés.

Vale ressaltar que, quanto antes o paciente for diagnosticado, maiores são as chances de se alcançar o sucesso do tratamento. Por isso, fique atento aos sintomas pois qualquer complicação impacta diretamente na qualidade de vida do portador da doença. 

O acompanhamento de um profissional é fundamental para o tratamento do Diabetes, pois só dessa forma será possível ter maior controle sobre a doença e alcançar uma melhor qualidade de vida. Além disso, com o apoio médico é possível realizar a mudança de hábitos de forma saudável e segura, sem comprometer a saúde em nenhuma fase. 

Você foi diagnosticado com Diabetes? Quer ter um acompanhamento personalizado e individualizado para tratar a sua doença? Venha fazer o monitoramento da sua saúde com a nossa equipe de saúde. Conheça a Klivo

Para saber mais sobre Diabetes, acompanhe os nossos próximos posts!